Grelhas de Avaliação

trabalho de Mestrado de Marlene Barral

orientado por Doutor João Gouveia

Enquadramento teórico do projeto

 

Este site faz parte de um projeto de Mestrado da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti. Visa compreender e clarificar o conceito de competências e as suas implicações para a avaliação das aprendizagens. Identificar as principais tendências de avaliação de aprendizagens e analisar os métodos de avaliação e os instrumentos disponíveis à luz de uma avaliação centrada em competências. Tem como finalidade apoiar os Professores na conceção de grelhas de avaliação, rubrics, para que estes possam de uma forma simples e intuitiva construir grelhas de avaliação que lhes permitam realizar uma avaliação baseada em critérios e orientada para o desenvolvimento de competências nos alunos.

 

Pode consultar grande parte da fundamentação teórica e revisão da literatura efectuada navegando nos tópicos abaixo.

 

 

 

Há inúmeros instrumentos de avaliação que diferem no tipo de suporte, estrutura, informação que recolhem, objectividade, custos, entre outros. Podemos apontar como exemplo as entrevistas, questiários, listas de verificação, Vês de Gow, portefólios, análise de conteúdo, testes, entre outros.

Os testes são de utilização generalizada e estão intrinsecamente ligados às práticas orientadas para os conteúdos e associados ao ensino sobretudo expositivo, no âmbito das quais o professor procura avaliar de forma quantitativa (classificando) o grau de retenção dos conhecimentos ©. Permitem retirar informação acerca das capacidades de memorização e de cálculo. São práticos, de baixo custo e alegadamente objetivos. Têm também a vantagem de produzir dados escritos para referência futura e são uma afirmação pública e concreta da competência (Valadares & Graça, 1999) Dependendo do tipo de exercícios podem ou não permitir aferir as competências adquiridas. Assim, a escolha das perguntas é determinante para a sua eficácia.

Um outro instrumento são os relatórios produzidos pelos alunos, onde descrevem e analisam uma determinada situação ou atividade. Funcionam tanto como elemento de avaliação como de veículo de aprendizagem do aluno. A produção de relatórios, se bem desenhados e concebidos, desenvolve, por um lado, as capacidades de raciocínio e comunicação e, por outro, atitudes como o gosto pela pesquisa, a persistência e a responsabilidade ©. Leal © acrescenta que os relatórios favorecem o desenvolvimento de capacidades do domínio cognitivo, tal como a comunicação, a interpretação, a reflexão, a exploração de ideias e o espírito crítico, e, no domínio afetivo, o sentido de responsabilidade pessoal e de grupo e a relação entre os alunos.

A observação é também um importante instrumento de avaliação. Permite aferir a capacidade de interpretação, reflexão e exploração de ideias e revelar processos de raciocínio usados pelos alunos que dificilmente seriam detetados em atividades escritas ©. Um dos problemas com este instrumento é que as informações recolhidas pela observação raramente são registadas de forma sistemática, perdendo formalismo e fiabilidade para o professor. No entanto, “o professor não deve desvalorizar este tipo de informação pelo facto de dar origem a juízos alegadamente impressionistas ou subjetivos©. Varandas © concluiu que a observação é crucial para os professores apreciarem o grau de autonomia dos alunos e que desempenha uma função reguladora do ensino, atendendo que é a partir das constantes informações obtidas por este meio que se vão tomando decisões de reajuste das atividades inicialmente planeadas.